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sexta-feira, 1 de abril de 2022

A TÍTULO DE ESCLARECIMENTO...

 

             Algumas pessoas podem estar se perguntando porque eu passo dicas de roteiro, achando que eu estou revelando os “nossos” segredos e estou me prejudicando, prejudicando eles e/ou sendo ingênuo. Respondendo a isso, eu digo: quem se garante, quem tem talento, não tem receio de passar ensinamentos, ainda mais quando se pensa na melhoria do cinema nacional. É isso que eu ganho, e isso não é pouca coisa: assistir filmes nacionais bons em vez de ruins, não só eu, mas outras pessoas também ganham. Ainda que eu não consiga realizar nenhum filme - e eu já tentei, mandei meus trabalhos, até a presente data, para exatamente 21 concursos e fico em dúvida se sequer os “julgadores” leram uma só linha dos meus roteiros, pois afinal de contas, quem eles não conhecem eles não querem nem saber, é a lei do mínimo esforço, ora, se eles têm 350 roteiros ou argumentos para ler, por que eles vão ler coisas de pessoas desconhecidas ou conhecidas mas desprezadas e estigmatizadas, como é o meu caso,  com frases como “esse cara fala mal de todo mundo”, “esse cara faz roteiros muito agressivos”, “Ih! Lá vem aquele maluco de novo!” etc se eles podem ler só cinquenta, se tanto(se é que eles não lêem apenas os nomes dos autores), de nomes mais conhecidos que têm currículo e são da panela? Formar uma equipe? Eu não tenho dinheiro, quem vai querer trabalhar de graça? Procurar produtora? Já fiz, ninguém tá nem aí, duvido que alguém ajude... Eu não me articulo? Já tentei me articular e não adiantou nada - eu terei passado coisas que os meus professores da época da faculdade não me passaram, não porque estivessem fazendo controle de conhecimento, mas simplesmente porque não sabiam, o que eles sabiam eles passaram para os alunos, isto é: Syd Field, Jornada do Herói, como não incorrer em erros de dramaturgia e brainstorming. Convenhamos que é muito pouco, mas não foi por motivos egoístas, eles simplesmente não sabiam! Se eles não passaram inversão lógica, inversão da ordem das falas ou diálogos(coisa que, aliás, fui eu que inventei), elementos de retórica, pensamento lateral, o estado atual e o estado desejado, falsos finais, história secreta, teoria da complexidade de Edgar Morin - lembrando que a maioria dessas coisas fui eu que passei adiante - e outras técnicas da arte da ficção, não foi por má fé, como eu já disse, eles simplesmente não sabiam.

P.S.: Todo o pessoal da Faculdade de Cinema da Estácio da época que eu estava lá, com raríssimas exceções, desde a coordenação, passando pelos professores e chegando aos alunos, nunca teve um pingo de consideração por mim, preferiram ficar do lado de um palhinha e mau-caráter, isso entre outras coisas.

P.S.2: até lei do audiovisual eu tentei, mas a produtora deu pra trás na hora H, o chefão da produtora só ficou me enrolando com um papo-furado sobre adequação de horários.