Se quiser pensar mais sobre essas coisas leia o livro "Escuta, Zé Ninguém!", de Wilhelm Reich.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2023
SÉRIE PENSAMENTOS IMPORTANTES (23)
quarta-feira, 25 de outubro de 2023
SÉRIE PENSAMENTOS IMPORTANTES (22)
"Você não vai ouvir nada do céu... Será que não notou que nós vivemos no inferno?" - Trecho da música "Casa de Papel", do grupo Ira!
segunda-feira, 21 de agosto de 2023
INVEJA
Nunca é demais relembrar porque certas coisas acontecem:
O SABIÁ E O URUBU
Era à tardinha. Morria o sol no horizonte enquanto as sombras se alongavam na terra. Um sabiá cantava tão lindo que até as laranjeiras pareciam absortas à escuta.
Estorce-se de inveja o urubu e queixa-se:
-Mal abre o bico este passarinho e o mundo se enleva. Eu, entretanto, sou um espantalho de que todos fogem com repugnância... Se ele chega, tudo se alegra; se eu me aproximo, todos recuam... Ele, dizem, traz felicidade; eu, mau agouro... A natureza foi injusta e cruel para comigo. Mas está em mim corrigir a natureza; Mato-o, e desse modo me livro da raiva que seus gorjeios me provocam.
Pensando assim, aproximou-se do sabiá, que ao vê-lo armou as asas para a fuga.
-Não tenha medo, amigo! Venho para mais perto a fim de melhor gozar as delícias do canto. Julga que por ser urubu não dou valor às obras-primas da arte? Vamos lá, cante! Cante ao pé de mim aquela melodia com que há pouco você extasiava a natureza.
O ingênuo sabiá deu crédito àqueles mentirosos grasnos e permitiu que dele se aproximasse o traiçoeiro urubu. Mas este, logo que o pilhou ao alcance, deu-lhe tamanha bicada que o fez cair moribundo.
Arquejante, com os olhos já envidrados, geme o passarinho:
-Que mal eu fiz para merecer tanta ferocidade?
-Que mal fez? Essa é boa! Cantou!... Cantou divinamente bem, como nunca urubu nenhum há de cantar. Ter talento: eis o grande crime!...
A inveja não admite o mérito.
quarta-feira, 2 de agosto de 2023
DICAS DE ROTEIRO EM PÍLULAS (14)
Quem dá pérolas aos porcos só recebe ingratidão ou coisas parecidas?Tom Jobim dizia que fazer sucesso no Brasil é ofensa pessoal. É verdade, ainda que esse sucesso, no meu caso, não se dê nos moldes que normalmente se fazem presentes. Além do mais, que sucesso é esse em que as produtoras estão todas fechadas para o meu trabalho?Querendo ou não, isso tira um pouco do ânimo pra gente escrever... Cá pra mim eu tenho que 70% dos que lêem este blog só têm ingratidão pra me oferecer mesmo, mas, se, de pelo menos 30% eu receber coisas positivas, ou se eu conseguir ajudar alguém que tenha um caráter mais idealista já está bom... vamos então a mais uma dica:
Gênesis Cap. 1 V. 32 – PARTE 1 - ATENÇÃO: SPOILERS
Noite imensa, só havia
Pra sair um pouco da esfera dos cineastas mais simbólicos devemos ressaltar todo o dinamismo de DEPOIS DE HORAS – After Hours (1985), de Martin Scorsese e de SABOTADOR – Saboteur (1942), um dos melhores e menos conhecidos filmes de Alfred Hitchcock, dois filmes que sabem trabalhar muito bem o equilíbrio entre diálogo e imagem. Muita gente vai assistir a filmes por causa do diretor, mas isso é errado: a montagem e, principalmente o ROTEIRO é que fazem um filme ser bom ou não. Vejamos um ótimo diretor e alguns de seus filmes, por exemplo: começando por DUBLÊ DE CORPO – Body Double (1984) , de Brian De Palma. O roteiro vai muito bem até que, no final, acontece um deus ex machina em que um cachorro salva a personagem protagonista, estragando o filme e a bela direção de De Palma. Fez, depois um outro filme chamado OS INTOCÁVEIS – The Untouchables (1987) , este sim, muito bom e com um roteiro sem furos de autoria de David Mamet. Tinha feito, um ano antes, um filme com roteiro ruim chamado QUEM TUDO QUER, TUDO PERDE – Wise Guys (1986), e naufragado. Em 1981, fez, aquele que eu considero seu melhor filme, UM TIRO NA NOITE – Blow Out (1981), com roteiro e direção muito bons e que não se prende à obrigação de ter final feliz, pelo contrário, o final é trágico e no epílogo choramos junto com a personagem interpretada por John Travolta. Peguemos agora um filme como SUPEROUTRO (1989), de Edgard Navarro. Nada daquela coisa sonolenta preconizada por Syd Field e Christopher Vogler de ter que mostrar o mundo comum da personagem durante um tempo que parece interminável (embora existam roteiristas que conseguem fazer esse panorama do mundo comum sem ser chato), o filme já começa a mil e segue assim durante quase todo o tempo gerando um filme muito bom, sem dúvida, feito com pouco dinheiro mas muita criatividade, assim como o é ILHA DAS FLORES (1989), de Jorge Furtado, que já tinha feito outros ótimo curtas: BARBOSA (1988), com co-direção de Ana Luiza Azevedo, O DIA EM QUE DORIVAL ENCAROU A GUARDA (1986), ao lado de José Pedro Goulart (1986) e repetiu, depois de ILHA DAS FLORES o sucesso com ESTA NÃO É A SUA VIDA, (1991), entre outros, se perdendo, porém, quando começou a fazer longas.
*aliás, quem é que começou a usar e falar em dicionário de símbolos no cinema nacional? Eu. Aliás, ainda, como trabalho os meus roteiros? Usando drama, mitologia, realismo mágico, humor, sátira, simbolismo, como eu já frisei, estilo aforismático e intuição... quem sabe dizer o que mais eu uso? A linguagem das fábulas ou apólogos estilo Esopo? Sim. O que mais?Os elementos de retórica stricto sensu e lato sensu, como escrever histórias que não sejam nem abaixo da crítica, nem acima do gosto popular? Sim. O que mais?Quais os autores que me influenciaram?Eu não tento imitar ninguém. Eu uso coisas que aparecem nos sonhos que eu tenho? Sim. Eu uso experiências pessoais como conversas minhas ou dos outros que eu acabo ouvindo? Sim. Eu uso a inversão da ordem das falas ou dos diálogos? Sim. Eu uso história(s) secreta(s)? Sim. Eu faço transcriações de poemas, textos dissertativos, ou diálogos de outros filmes, isto é, eu distorço os diálogos ao meu bel-prazer?Sim. Eu boto falas nas bocas das personagens fiéis a textos de ficção ou não-ficção?Pouco, mas sim, prefiro distorcer. Eu uso a música como inspiração? Uso. Eu uso epifanias? Sim. Eu uso inversão lógica? Sim. Eu uso falsos finais e finais ocultos? Sim. Eu aproveito coisas que eu leio no jornal? Sim. Eu trabalho a mensagem nos meus roteiros? Sim, Leiam o DICAS DE ROTEIRO EM PÍLULAS nº 8 e 9 deste Blog para entender. Eu falo de coisas complexas de forma simples? Sim. Eu uso trajetória circular? Sim, mas lembrem-se: isso não foi inventado pelos manuais de roteiro, já existia em histórias da mitologia. O que mais eu faço? Chuta aí!
P.S.: é importante, muito importante ter visão crítica.
segunda-feira, 19 de junho de 2023
TALK RADIO - VERDADES QUE MATAM
Achei este comentário num site chamado Filmow. O texto é de autoria de Roberto Queiroz, foi postado muito provavelmente no ano de 2021 e aborda o filme TALK RADIO - VERDADES QUE MATAM, um filme de 1988 dirigido por Oliver Stone. Achei o texto muito pertinente e muito bom, razão pela qual estou destacando ele no Blog.
Palavras podem causar danos permanentes
(Talk radio: verdades que matam, de Oliver Stone ou apenas a vida se transformando num entretenimento sujo e sórdido)
Embora eu seja formado em comunicação social sempre fui naturalmente desconfiado sobre certo tipo de profissional que trabalha nessa área. Trata-se de um mercado repleto de aspones, deformadores de opinião e gente que se acha a quintessência do universo simplesmente porque comanda um programa de auditório ou de rádio, chefia uma redação de jornal ou mesmo a bancada de um telejornal.
Em outras palavras: alguns profissionais se consideram indispensáveis dentro desse universo, chegando a se autointitular "a única versão relevante dos fatos".
Entretanto, há um lado meu também eternamente curioso sobre essas pessoas e como elas fazem o mundo girar ao seu redor até que uma catástrofe ocorra ou a lucidez prevaleça sobre seus argumentos. E a sétima arte está repleta de grandes exemplares dessa categoria (desde já indico aqui dois dos meus favoritos: Um sonho sem limites, de Gus Van Sant e O abutre, de Dan Gilroy).
Oliver Stone, um de meus cineastas-fetiche, sempre dedicou parte do seu tempo e sua obra cinematográfica a esmiuçar a podridão e a contraditoriedade que há por trás desse mundo midiático sórdido. E nos entregou longas que entraram para a história - seja pelo mérito pessoal deles, seja pela controvérsia embutida na história. E um deles eu vinha perseguindo durante anos em lojas de dvds usados, sites de streaming e cópias piratas, sem sucesso. Até anteontem.
Refiro-me à Talk Radio: verdades que matam, de 1988. E desde já adianto: valeu a pena esperar tanto tempo. É não somente ácido do início ao fim como diz muito sobre o que a sociedade americana acabou se tornando com o passar dos anos.
O filme nos apresenta o âncora do programa de rádio Night talk - em tradução rasteira: conversa noturna -, Barry Champlain (Eric Bogosian, fantástico!). Apesar do sucesso de sua faixa de programação ele é uma figura vista como execrável por grande parte da sociedade norte-americana e sua vida pessoal é uma verdadeira bagunça. Divorciado e tendo um caso com a produtora do show, chegou naquele ponto da própria existência em que o único motivo que o faz sair da cama todo dia são as noites de segunda, na qual apresenta seu polêmico programa.
Um novo patrocinador surge na rádio oferecendo-lhe a possibilidade de uma transmissão mais ampla e isso não o satisfaz totalmente, pois Barry exige manter o seu controle criativo. E qualquer interferência de fora, para ele, é uma ofensa. O que vale mesmo, o que tem importância na hora H, é como ele comanda o show. E é nesse quesito que se encontra o grande mérito do longa.
Digo isso porque a maneira como Barry conduz seu espetáculo é o retrato vivo e amargo dessa América que não se cansa de vender-se como "a maior nação de todos os tempos", mas na prática não passa de um país cheio de subterfúgios e contradições. E olha que, como disse num parágrafo acima, a película já tem mais de três décadas!
Barry xinga, insulta, esnoba ouvintes, só ouve e dá papo àquilo que o interessa, recebe um pacote-surpresa de um interlocutor revoltado, dá corda a tipos exóticos e nonsenses, pede pausas fora de hora, ausenta-se (irritando até mesmo o seu empregador), e ainda dá atenção à ex-esposa, que ele convida para dar uma força a ele nesse momento de reviravolta na carreira.
Porém, é preciso enxergar as entrelinhas de toda essa discórdia. Oliver Stone está, na verdade, jogando o seu holofote sobre a vida e como nós, seres humanos, decidimos transformá-la num "entretenimento sórdido" (expressão, por sinal, da qual ele se utiliza quando chega ao apogeu da sua impaciência, num monólogo que por si só já vale pelo filme todo).
Ao final da sessão e completamente sem fala diante do desfecho aterrador, o que percebo é que Talk Radio meio que profetizou a sociedade contemporânea (que o diga os EUA). Viramos reféns da indústria falaciosa criada pela mídia e as corporações que vendem entretenimento óbvio e evasivo. E pior: nos orgulhamos de nossa acomodação, porque lutar contra é tão duro, cansativo e pouco recompensador que não vale o esforço. Pelo menos, não para a grande maioria que se diz "antenada com essa tal de globalização".
E o mais triste disso tudo é pensar que até mesmo hollywood já foi mais interessante e denunciatória quando o assunto era roteiro, boa história, etc. Agora precisamos nos contentar com literatura fantástica e homens e mulheres com superpoderes.
É... O mundo - e a indústria cinematográfica - não são mais os mesmos! E palavras, agora mais do que nunca, podem causar danos permanentes e irreversíveis.
terça-feira, 23 de maio de 2023
SÉRIE PENSAMENTOS IMPORTANTES (21)
O CULTO À MEDIOCRIDADE
Enquanto os medíocres são ultra-respeitados, aqueles que brilham são alvo de inveja e zombaria...
segunda-feira, 10 de abril de 2023
quinta-feira, 30 de março de 2023
FOFOCA
DEFINIÇÃO DO DICIONÁRIO:
A fofoca ou mexerico consiste não somente no ato de fazer afirmações não baseadas em fatos concretos, especulando em relação à vida alheia mas também em divulgar fatos da vida de outras pessoas sem o consentimento das mesmas, independente da intenção de difamação ou de um simples comentário sem fins malignos.
Lembrem-se: a fofoca e a inveja andam de mãos dadas.
segunda-feira, 6 de março de 2023
SÉRIE PENSAMENTOS IMPORTANTES (19)
"Quem cala consente"? Sim, porém, "silêncio também é resposta"...
domingo, 26 de fevereiro de 2023
DICAS DE ROTEIRO EM PÍLULAS (13)
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023
ENQUETE DOS MELHORES FILMES BRASILEIROS REALIZADA PELA ABRACCINE EM 2015
“Limite” (1931), de Mário Peixoto, é o
melhor filme brasileiro de todos os tempos de acordo com o ranking da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). Formada por
100 filmes, a lista foi elaborada a partir dos
rankings pessoais dos membros da entidade, que reúne críticos e
jornalistas especializados de todo o país.
Em segundo lugar está “Deus e o
Diabo na Terra do Sol” (1964), de Glauber Rocha, e em terceiro, “Vidas Secas”
(1963), de Nelson Pereira dos Santos. O documentário “Cabra Marcado
para Morrer” (1984), de Eduardo Coutinho, ocupa o quarto posto. A
lista contempla curtas como “Ilha das Flores” (1989), de Jorge Furtado,
“Aruanda” (1960), de Linduarte Noronha, e “Di” (1977), de Glauber.
O levantamento da Abraccine foi o ponto de
partida do livro “Os 100 Melhores Filmes Brasileiros”, que foi lançado em
2016, pela editora Letramento, primeiro de uma série de publicações coordenada
pela entidade. O livro reune ensaios de cada um dos filmes mais votados,
escritos pelos principais críticos de cinema do país.
“Foram citados 379 filmes, número
surpreendente para uma cinematografia construída sobre ciclos. Mesmo os que
ficaram de fora dos 100 melhores têm a sua contribuição na história do cinema
do país, o que nos ajuda a perceber a grandeza de nossa produção”, observa
Paulo Henrique Silva, presidente da entidade.
Ele registra que os principais movimentos
estão representados no ranking, dos diretores pioneiros como Humberto Mauro e
Mario Peixoto e da chanchada à fase de retomada da produção nacional, passando
pelo Cinema Novo e pelo Udigrudi. Também não foram esquecidos diretores que
tiveram uma carreira singular no cinema brasileiro.
É o caso de José Mojica Marins, o criador
do personagem Zé do Caixão, durante muitos anos o único realizador a trabalhar
com o terror. Marins aparece três vezes na lista, com “À Meia-Noite Levarei Sua
Alma” (1964), 46º posto, “O Despertar da Besta” (1969), 55º, e “Esta Noite
Encarnarei no Teu Cadáver” (1966), 90º.
Glauber Rocha é o diretor com maior
número de citações: cinco. Foram lembrados “Deus e o Diabo na Terra do Sol”
(2º), “Terra em Transe” (5º), “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”
(33º), “ A Idade da Terra” (57º) e “Di” (88º). Com quatro, estão Rogério
Sganzerla, Joaquim Pedro de Andrade, Nelson Pereira dos Santos, Hector Babenco
e Carlos Reichenbach.
1. Limite (1931), de Mario Peixoto
2. Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha
3. Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos
4. Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho
5. Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha
6. O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla
7. São Paulo S/A (1965), de Luís Sérgio Person
8. Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles
9. O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte
10. Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade
11. Central do Brasil (1998), de Walter Salles
12. Pixote, a Lei do Mais Fraco (1981), de Hector Babenco
13. Ilha das Flores (1989), de Jorge Furtado
14. Eles Não Usam Black-Tie (1981), de Leon Hirszman
15. O Som ao Redor (2012), de Kleber Mendonça Filho
16. Lavoura Arcaica (2001), de Luiz Fernando Carvalho
17. Jogo de Cena (2007), de Eduardo Coutinho
18. Bye Bye, Brasil (1979), de Carlos Diegues
19. Assalto ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias
20. São Bernardo (1974), de Leon Hirszman
21. Iracema, uma Transa Amazônica (1975), de Jorge Bodansky e Orlando Senna
22. Noite Vazia (1964), de Walter Hugo Khouri
23. Os Fuzis (1964), de Ruy Guerra
24. Ganga Bruta (1933), de Humberto Mauro
25. Bang Bang (1971), de Andrea Tonacci
26. A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1968), de Roberto Santos
27. Rio, 40 Graus (1955), de Nelson Pereira dos Santos
28. Edifício Master (2002), de Eduardo Coutinho
29. Memórias do Cárcere (1984), de Nelson Pereira dos Santos
30. Tropa de Elite (2007), de José Padilha
31. O Padre e a Moça (1965), de Joaquim Pedro de Andrade
32. Serras da Desordem (2006), de Andrea Tonacci
33. Santiago (2007), de João Moreira Salles
34. O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969), de Glauber Rocha
35. Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (2010), de José Padilha
36. O Invasor (2002), de Beto Brant
37. Todas as Mulheres do Mundo (1967), de Domingos Oliveira
38. Matou a Família e Foi ao Cinema (1969), de Julio Bressane
39. Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto
40. Os Cafajestes (1962), de Ruy Guerra
41. O Homem do Sputnik (1959), de Carlos Manga
42. A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral
43. Sem Essa Aranha (1970), de Rogério Sganzerla
44. SuperOutro (1989), de Edgard Navarro
45. Filme Demência (1986), de Carlos Reichenbach
46. À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964), de José Mojica Marins
47. Terra Estrangeira (1996), de Walter Salles e Daniela Thomas
48. A Mulher de Todos (1969), de Rogério Sganzerla
49. Rio, Zona Norte (1957), de Nelson Pereira dos Santos
50. Alma Corsária (1993), de Carlos Reichenbach
51. A Margem (1967), de Ozualdo Candeias
52. Toda Nudez Será Castigada (1973), de Arnaldo Jabor
53. Madame Satã (2000), de Karim Ainouz
54. A Falecida (1965), de Leon Hirzman
55. O Despertar da Besta – Ritual dos Sádicos (1969), de José Mojica Marins
56. Tudo Bem (1978), de Arnaldo Jabor (1978)
57. A Idade da Terra (1980), de Glauber Rocha
58. Abril Despedaçado (2001), de Walter Salles
59. O Grande Momento (1958), de Roberto Santos
60. O Lobo Atrás da Porta (2014), de Fernando Coimbra
61. O Beijo da Mulher-Aranha (1985), de Hector Babenco
62. O Homem que Virou Suco (1980), de João Batista de Andrade
63. O Auto da Compadecida (1999), de Guel Arraes
64. O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto
65. A Lira do Delírio (1978), de Walter Lima Junior
66. O Caso dos Irmãos Naves (1967), de Luís Sérgio Person
67. Ônibus 174 (2002), de José Padilha
68. O Anjo Nasceu (1969), de Julio Bressane
69. Meu Nome é… Tonho (1969), de Ozualdo Candeias
70. O Céu de Suely (2006), de Karim Ainouz
71. Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert
72. Bicho de Sete Cabeças (2001), de Laís Bondanzky
73. Tatuagem (2013), de Hilton Lacerda
74. Estômago (2010), de Marcos Jorge
75. Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes
76. Baile Perfumado (1997), de Paulo Caldas e Lírio Ferreira
77. Pra Frente, Brasil (1982), de Roberto Farias
78. Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1976), de Hector Babenco
79. O Viajante (1999), de Paulo Cezar Saraceni
80. Anjos do Arrabalde (1987), de Carlos Reichenbach
81. Mar de Rosas (1977), de Ana Carolina
82. O País de São Saruê (1971), de Vladimir Carvalho
83. A Marvada Carne (1985), de André Klotzel
84. Sargento Getúlio (1983), de Hermano Penna
85. Inocência (1983), de Walter Lima Jr.
86. Amarelo Manga (2002), de Cláudio Assis
87. Os Saltimbancos Trapalhões (1981), de J.B. Tanko
88. Di (1977), de Glauber Rocha
89. Os Inconfidentes (1972), de Joaquim Pedro de Andrade
90. Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1966), de José Mojica Marins
91. Cabaret Mineiro (1980), de Carlos Alberto Prates Correia
92. Chuvas de Verão (1977), de Carlos Diegues
93. Dois Córregos (1999), de Carlos Reichenbach
94. Aruanda (1960), de Linduarte Noronha
95. Carandiru (2003), de Hector Babenco
96. Blá Blá Blá (1968), de Andrea Tonacci
97. O Signo do Caos (2003), de Rogério Sganzerla
98. O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006), de Cao Hamburger
99. Meteorango Kid, Herói Intergaláctico (1969), de Andre Luis Oliveira
100. Guerra Conjugal (1975), de Joaquim Pedro de Andrade (*)
101. Bar Esperança, o Último que Fecha (1983), de Hugo Carvana (*)
(*) Empatados na última colocação, com o mesmo número de pontos.
terça-feira, 31 de janeiro de 2023
OS TRINTA FILMES MAIS SIGNIFICATIVOS DO CINEMA BRASILEIRO SEGUNDO A ENQUETE REALIZADA NO ANO DE 1988
Apresentacão
CINEMATECA BRASILEIRA - 1988
|
|
A referência mais antiga ao cinema
brasileiro data de 1898. Afonso Segreto, a bordo do navio Brésil, tirou
algumas "vistas" da Baía da Guanabara com uma câmera de filmar
Lumière que acabara de adquirir em Paris. A Cinemateca Brasileira adotou este
evento como marco e, dentro de seu espírito de preservar e divulgar o cinema
nacional, promoveu, em 1988, uma série de atividades para celebrar os 90 anos
do cinema brasileiro. |
Uma
delas consistiu na escolha dos 30 filmes brasileiros mais significativos,
realizada através de consulta a críticos de jornais, revistas e emissoras de
televisão, além de pesquisadores ligados a universidades e órgãos culturais,
visando a estabelecer uma videoteca básica, para divulgação internacional.
Diferentes
fases e estilos encontram-se aqui representados – o filme mudo, o Cinema Novo,
as produções da Vera Cruz, o cinema intimista e o "marginal" –, dando
prova da vitalidade de um cinema que superou os obstáculos à sua própria
existência, surgidos ao longo dos anos.
OS
FILMES (por ordem alfabética):
O
assalto ao trem pagador, de Roberto Farias
O bandido da luz vermelha, de Rogérío Sganzerla
Bang bang, de Andrea Tonacci
Brasa dormida, de Humberto Mauro
Bye bye Brasil, de Carlos Diegues
Cabra marcado para morrer, de Eduardo Coutinho
Os cafajestes, de Ruy Guerra
O cangaceiro, de Lima Barreto
Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha
O dragão da maldade contra o santo guerreiro, de Glauber Rocha
Eles não usam black-tie, de Leon Hirszman
Os fuzis, de Ruy Guerra
Ganga bruta, de Humberto Mauro
O grande momento, de Roberto Santos
A hora e a vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos
Limite, de Mário Peixoto
Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade
A margem, de Ozualdo Candeias
Matou a família e foi ao cinema, de Júlio Bressane
Memórias do Cárcere, de Nelson Pereira dos Santos
Noite vazia, de Walter Hugo Khouri
O pagador de promessas, de Anselmo Duarte
Pixote - a lei do mais fraco, de Hector Babenco
Rio quarenta graus, de Nelson Pereira dos Santos
São Bernardo, de Leon Hirszman
São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sergio Person
Terra em transe, de Glauber Rocha
Toda nudez será castigada, de Arnaldo Jabor
Tudo bem, de Arnaldo Jabor
Vidas secas, de Nelson Pereira dos Santos
Nota de
J. de L.: LIMITE, de Mário Peixoto, ficou em 1º lugar
segunda-feira, 9 de janeiro de 2023
ANIVERSÁRIO
Recordar é viver: 20 ANOS do término da primeira versão do roteiro UM CRIME SEM AUTOR...
terça-feira, 3 de janeiro de 2023
DICAS DE ROTEIRO EM PÍLULAS (12)
A MORFOLOGIA DE PROPP - A FÁBULA PROPPIANA
Eis a Morfologia que Propp apresenta:
1.
DISTANCIAMENTO: um membro
da família deixa o lar (o Herói é apresentado);
2.
PROIBIÇÃO: uma interdição
é feita ao Herói ('não vá lá', 'vá a este lugar');
3.
INFRAÇÃO: a interdição é
violada (o Vilão entra na história);
4.
INVESTIGAÇÃO: o Vilão faz
uma tentativa de aproximação/reconhecimento (ou tenta encontrar os filhos, as jóias,
ou a vítima interroga o Vilão);
5.
DELAÇÃO: o Vilão consegue
informação sobre a vítima;
6.
ARMADILHA: o Vilão tenta enganar
a vítima para tomar posse dela ou de seus pertences (ou seus filhos); o Vilão está
traiçoeiramente disfarçado para tentar ganhar confiança;
7.
CONIVÊNCIA: a vítima deixa-se
enganar e acaba ajudando o inimigo involuntariamente;
8.
CULPA: o Vilão causa algum
mal a um membro da família do Herói; alternativamente, um membro da família deseja
ou sente falta de algo (poção mágica, etc.);
9. MEDIAÇÃO: o infortúnio ou
a falta chegam ao conhecimento do Herói (ele é enviado a algum lugar, ouve pedidos
de ajuda, etc.);
10. CONSENSO/CASTIGO: o Herói recebe
uma sanção ou punição;
11.PARTIDA DO HERÓI:
o Herói sai de casa;
12. SUBMISSÃO/PROVAÇÃO:
o Herói é testado pelo Ajudante, preparado para seu aprendizado ou para receber
a magia;
13. REAÇÃO: o Herói
reage ao teste (falha/passa, realiza algum feito, etc.);
14.
FORNECIMENTO DE MAGIA: o Herói
adqüire magia ou poderes mágicos;
15.
TRANSFERÊNCIA: o Herói é transferido
ou levado para perto do objeto de sua busca;
16.
CONFRONTO: o Herói e o Vilão
se enfrentam em combate direto;
17.
HERÓI ASSINALADO: ganha uma
cicatriz, ou marca, ou ferimento
18.
VITÓRIA sobre o Antagonista
19.
REMOÇÃO DO CASTIGO/CULPA:
o infortúnio que o Vilão tinha provocado é desfeito;
20.
RETORNO DO HERÓI: (a maior
parte da narrativas termina aqui, mas Propp identifica uma possível continuação)
21.
PERSEGUIÇÃO: o Herói é perseguido
(ou sofre tentativa de assassinato);
22.
O HERÓI SE SALVA, ou é resgatado
da perseguição;
23.
O HERÓI CHEGA INCÓGNITO EM
CASA ou em outro país;
24.
PRETENSÃO DO FALSO HERÓI,
que finge ser o Herói;
25.
PROVAÇÃO: ao Herói é imposto
um dever difícil;
26.
EXECUÇÃO DO DEVER: o Herói
é bem-sucedido;
27.
RECONHECIMENTO DO HERÓI (pela
marca/cicatriz que recebeu);
28.
O Falso Herói é exposto/desmascarado;
29.
TRANSFIGURAÇÃO DO HERÓI;
30.
PUNIÇÃO DO ANTAGONISTA
31.
NÚPCIAS DO HERÓI: o Herói
se casa ou ascende ao trono.
Para estender
o assunto:






